Colesterol Alto: O Que É, Causas e Como Prevenir

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O que é o colesterol e por que ele é essencial

O colesterol é uma substância gordurosa produzida naturalmente pelo fígado e também obtida por meio da alimentação. Embora muitas vezes seja visto como um vilão, ele desempenha funções vitais:

  • Participa da formação das membranas celulares.

  • Contribui para a produção de hormônios sexuais (como testosterona e estrogênio).

  • Auxilia na síntese da vitamina D.

  • É fundamental para a produção de sais biliares, que ajudam na digestão das gorduras.

Cerca de 70% do colesterol é produzido pelo nosso próprio corpo e apenas 30% vem da dieta. Ou seja, além da alimentação, fatores como genética e metabolismo têm grande influência nos níveis de colesterol.

Portanto, quando há um desequilíbrio, especialmente com aumento do LDL e redução do HDL, o risco de doenças cardiovasculares cresce de forma significativa.


Tipos de colesterol: LDL, HDL e triglicerídeos

Para compreender melhor o impacto do colesterol no organismo, é essencial diferenciar os tipos presentes no sangue:

  • LDL (Low Density Lipoprotein) – Colesterol Ruim: quando está elevado, deposita-se nas paredes das artérias, formando placas de gordura (ateromas), dessa forma, esse processo estreita e endurece os vasos sanguíneos, aumentando o risco de entupimentos.

  • HDL (High Density Lipoprotein) – Colesterol Bom: age como um “faxineiro”, retirando o excesso de colesterol da circulação e levando-o de volta ao fígado para ser eliminado, portanto quanto maior o HDL, melhor para a saúde cardiovascular.

  • Triglicerídeos: outro tipo de gordura presente no sangue. Valores elevados geralmente estão associados ao consumo excessivo de carboidratos simples, doces, álcool e sedentarismo.


Tabela de níveis de colesterol (SBC – 2023)

Tipo de colesterol Valor desejável Valor limítrofe Valor alto
Colesterol total Menor que 190 mg/dL 190 – 239 mg/dL 240 mg/dL ou mais
LDL (ruim) Menor que 100 mg/dL 100 – 159 mg/dL 160 mg/dL ou mais
HDL (bom) Maior que 40 mg/dL (homens) / 50 mg/dL (mulheres)
Triglicerídeos Menor que 150 mg/dL 150 – 199 mg/dL 200 mg/dL ou mais

Fonte: Sociedade Brasileria de Cardiologia (SBC) – https://portal.cardiol.br/br

Importante: a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda metas ainda mais rigorosas para pessoas com alto risco cardiovascular (como diabéticos e hipertensos). Nesses casos, o ideal é manter o LDL abaixo de 70 mg/dL.


Principais causas do colesterol alto

O colesterol elevado pode surgir por múltiplos fatores que, muitas vezes, se somam.

1. Alimentação inadequada

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, frituras, carnes gordurosas, fast food, doces e refrigerantes eleva o LDL e os triglicerídeos.

2. Sedentarismo

A falta de exercícios físicos reduz o HDL e favorece o acúmulo de LDL nas artérias.

3. Excesso de peso

O sobrepeso e a obesidade estão diretamente ligados ao aumento de triglicerídeos e colesterol ruim.

4. Fatores genéticos

Na hipercolesterolemia familiar, uma alteração genética faz com que o fígado não consiga remover o LDL do sangue de forma eficiente. Pessoas com essa condição podem apresentar níveis altíssimos de colesterol desde a infância, mesmo mantendo hábitos saudáveis.

5. Tabagismo e álcool em excesso

O cigarro reduz o HDL e danifica as artérias. O álcool, por outro lado, quando consumido em excesso, eleva os triglicerídeos e sobrecarrega o fígado.

6. Idade e hormônios

Com o envelhecimento, a tendência ao colesterol alto aumenta. Além disso, nas mulheres, a menopausa é um marco importante, pois a queda de estrogênio pode elevar o LDL.

7. Estresse crônico e sono ruim

Estudos recentes mostram que o estresse prolongado e noites mal dormidas também podem desequilibrar os níveis de colesterol. Portanto, controlar essas condições é fundamental para proteger o coração.


Sintomas: como identificar

O colesterol alto é conhecido como “assassino silencioso”, já que geralmente não apresenta sintomas. A detecção só é possível através do exame de sangue chamado perfil lipídico.

Entretanto, quando os níveis estão descontrolados há muito tempo, podem surgir sinais indiretos, como:

  • Xantelasmas: pequenas placas amareladas ao redor dos olhos.

  • Xantomas: depósitos de gordura sob a pele, principalmente em cotovelos, joelhos e tendões.

  • Dor no peito ou falta de ar em casos mais avançados (associados à aterosclerose).

Assim, exames regulares são indispensáveis, mesmo para quem não apresenta sintomas.


Riscos e complicações do colesterol alto

O colesterol elevado não tratado pode desencadear uma série de complicações sérias:

  • Aterosclerose: formação de placas de gordura nas artérias.

  • Infarto agudo do miocárdio: causado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo no coração.

  • Acidente vascular cerebral (AVC): quando o bloqueio ocorre no cérebro.

  • Hipertensão arterial: devido à rigidez das artérias.

  • Doença arterial periférica: má circulação nas pernas, causando dor e risco de trombose.

  • Fígado gorduroso (esteatose hepática): comum em pessoas com colesterol e triglicerídeos elevados.

Em resumo, controlar o colesterol é indispensável para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.


Como tratar o colesterol alto

O tratamento é baseado em duas frentes principais: mudança no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicamentos.

1. Alimentação saudável

A dieta é a base do tratamento.

  • Incluir: frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas e oleaginosas.

  • Reduzir: frituras, embutidos, carnes gordurosas, queijos amarelos e doces.

  • Substituir: óleo de cozinha por azeite de oliva.

  • Consumir: peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha e atum.

Portanto, quanto mais natural e menos processado for o alimento, melhor será o impacto nos níveis de colesterol.


2. Exercícios físicos

A prática regular de atividade física aumenta o HDL e reduz o LDL.

  • Aeróbicos: caminhada, corrida, natação, bicicleta.

  • Musculação: fortalece músculos e melhora o metabolismo.

  • Frequência: pelo menos 150 minutos semanais, de acordo com a OMS.


3. Controle do peso e do estresse

Manter o peso dentro do recomendado e adotar técnicas de relaxamento, como meditação, respiração consciente ou mindfulness, ajuda a equilibrar os níveis de colesterol.


4. Uso de medicamentos

Quando as mudanças no estilo de vida não bastam, portanto, o médico pode indicar estatinas ou outros medicamentos. O acompanhamento profissional é indispensável, já que a automedicação pode trazer sérios riscos.


Tabela prática: O que comer x o que evitar

O que ajuda O que evitar
Aveia, linhaça, chia Frituras e fast food
Feijão, lentilha, grão-de-bico Embutidos (salsicha, presunto, salame)
Peixes ricos em ômega-3 Margarina, manteiga e gordura trans
Frutas (maçã, pera, frutas cítricas) Refrigerantes e doces industrializados
Castanhas, nozes, amêndoas Carnes gordurosas e queijos amarelos
Vegetais verde-escuros Biscoitos recheados e ultraprocessados

Dessa forma, é possível montar cardápios saborosos e saudáveis sem abrir mão do prazer de comer bem.


Prevenção: hábitos que ajudam no dia a dia

Mais do que tratar, é fundamental prevenir.

  • Fazer exames anuais de colesterol.

  • Manter uma alimentação natural e variada.

  • Praticar exercícios regularmente.

  • Dormir entre 7 e 8 horas por noite.

  • Controlar o estresse.

  • Evitar cigarro e álcool em excesso.

Assim, pequenas mudanças consistentes na rotina podem gerar grandes resultados a longo prazo.


Mitos e verdades sobre o colesterol

“Só pessoas acima do peso têm colesterol alto.” ❌ Falso. Pessoas magras também podem ter, principalmente por fatores genéticos.

“O ovo aumenta o colesterol ruim.” ❌ Falso. Estudos recentes mostram que o consumo moderado de ovos não eleva significativamente o LDL.

“Colesterol alto sempre dá sintomas.” ❌ Falso. O colesterol elevado é silencioso, e o diagnóstico depende de exames.

“Atividade física ajuda a aumentar o colesterol bom.” ✅ Verdade. O exercício é um dos melhores aliados no aumento do HDL.


FAQ – Perguntas frequentes

1. Qual é o nível ideal de colesterol?
Segundo a SBC, o colesterol total deve estar abaixo de 190 mg/dL e o LDL abaixo de 100 mg/dL (ou 70 mg/dL para pessoas de risco).

2. Colesterol alto tem cura?
Não existe “cura”, mas sim controle eficaz por meio de hábitos e, quando necessário, medicamentos.

3. O colesterol bom (HDL) pode estar alto demais?
Níveis muito altos de HDL são raros e geralmente não representam risco. O problema está no LDL elevado.

4. Crianças podem ter colesterol alto?
Sim. A hipercolesterolemia familiar pode ser diagnosticada ainda na infância.

5. O estresse aumenta o colesterol?
Sim. O estresse crônico pode desequilibrar hormônios e aumentar o risco de dislipidemias.

6. Posso tomar remédios naturais para colesterol?
Alguns alimentos, como aveia e linhaça, ajudam a reduzir o colesterol, mas não substituem medicamentos prescritos.

7. Quem tem colesterol alto pode tomar café?
Sim, desde que com moderação e sem excesso de açúcar.

8. O colesterol alto causa hipertensão?
Não diretamente, mas a aterosclerose dificulta a circulação, favorecendo o aumento da pressão arterial.

9. É preciso cortar toda a gordura da dieta?
Não. O ideal é substituir gorduras ruins (trans e saturadas) por gorduras boas (ômega-3, azeite, abacate).

10. Quanto tempo leva para reduzir o colesterol?
Com dieta e exercício consistentes, em cerca de 3 meses já é possível observar melhora nos exames.


Conclusão

O colesterol alto é um problema de saúde silencioso, mas altamente perigoso. Dessa forma, mesmo sem sintomas evidentes, ele pode levar a complicações sérias como infarto e AVC.

Entretanto, a boa notícia é que mudanças no estilo de vida, exames regulares e acompanhamento médico são capazes de manter os níveis de colesterol sob controle.

 Resumo prático:

  • Faça exames de rotina.

  • Invista em uma alimentação natural.

  • Pratique atividade física regularmente.

  • Evite cigarro, excesso de álcool e estresse.

  • Siga sempre a orientação do seu médico.

Portanto, cuidar do colesterol é cuidar do coração, da circulação e da longevidade.


Aviso importante: Este conteúdo é informativo, portanto busque uma consulta médica.